VOCÊ SE PERMITE…?

 

Toda vez que fico em frente ao computador para escrever um artigo, eu me pergunto sobre o que pode ser interessante compartilhar que, de alguma forma, contribua com a melhoria de vida das pessoas que seguem comigo nessa jornada…

Algumas escolhas recaem sobre aprendizados nos meus estudos de desenvolvimento humano; outros dos fatos que vejo e/ou vivencio; uns vêm de conversas com amigos; e tem, ainda, os que me foram despertados de várias maneiras: ao assistir a um filme ou palestra, ao ler um livro e folhear uma revista, dentre outros.

O texto de hoje é uma mistura: tem por base um aprendizado anterior, mas que foi despertado pela fala de um colega. Estava guardado lá no fundo do baú da memória… e, na verdade, tem o foco em uma simples palavrinha: PERMISSÃO.

A reflexão começa pela pergunta que é título desse artigo: você se permite?

A pergunta é importante porque muita gente não se permite e, com isso, perde muita coisa na vida. Vou explicar…

Imagine uma pessoa que, no trabalho, é mandada para outro prédio da empresa, sem que isso represente um ganho de salário. Ao chegar lá, ela sente falta dos colegas da sala anterior, não conhece ninguém, ainda não está acostumada com a nova rotina e fica super chateada.

E tá tudo bem com o fato dessa pessoa se sentir chateada… É o que ela está sentindo, mesmo (mas sabemos que alguns fingem não sentir).

A partir daí, ela tem alguns caminhos a seguir.

Um deles é começar a achar o trabalho uma porcaria e iniciar a sessão resmungo: se lastima da má sorte de ter sido mandada para lá, não quer fazer amizade com ninguém e vai ficando cada vez mais chateada…

Outro é deixar esse sentimento apenas fluir de maneira natural… vir e ir embora. A partir de então, ela pode começar a se permitir a fazer novas amizades e até a gostar desse novo desafio.

Exatamente isso tem acontecido agora com alguns amigos meus: com a crise, muitas empresas fecharam setores e quem não foi demitido foi enviado para um novo setor, alguns até em cidades diferentes.

Comigo mesmo, aconteceu algo assim, há cerca de oito anos atrás. Eu era gerente de marketing de um shopping center e fui destacada para trabalhar em outro setor do mesmo grupo empresarial, em um prédio bem distante do shopping e fazendo um novo serviço.

Mas, aqui, eu não quero falar apenas de trabalho…

Pense bem: quantas vezes uma situação semelhante a essa – estar em um local/situação que não quer/gosta – não aconteceu com você? Seja no que for: uma festa que só toca músicas de estilo que você não gosta; uma reunião chata (tipo de condomínio); uma viagem de negócio decidia às pressas sem tempo de planejar nada; uma mudança de estado civil e/ou de residência…?

Como você se sentiu?

Você se permitiu sentir raiva, tristeza, chateação… etc.?

Você se permitiu deixar esses sentimentos virem e irem embora de maneira fluida e natural?

E se permitiu abrir-se a novas possibilidades na sua vida a partir dessa nova situação?

Quando não nos permitimos sentir e ficamos “brigando” contra esse sentimento, mais forte ele fica dentro de nós. Lembre-se do que já falamos aqui: tudo que colocamos nosso foco, amplia. Então a saída não é por aí…

É sempre importante lembrar que permitir-se é o primeiro passo para superar qualquer obstáculo e alcançar o que se quer. Permita-se!

Ah, detalhe que eu quero compartilhar com você: eu tremi nas bases quando deixei o trabalho no shopping, que eu tanto amava. Mas superei ligeirinho e, hoje, não passa nem longe pela minha cabeça a ideia de voltar para lá algum dia.

Tenho um segredo que faço toda vez que me vejo em uma situação de raiva, tristeza, chateação, especialmente quando é por conta de alguma mudança que eu não queria ou não estava preparada para ela. São 4 passos:
– primeiro, eu me permito conhecer a nova situação a fundo e sentir o que passar pelo peito (veja que eu disse PASSAR: vem e vai);
– depois, eu me permito ver as novas possibilidades a partir dessa nova situação;
– na sequência, eu me permito ficar “apaixonada” pela conquista que posso ter dentro dessas novas possibilidades;
– finalizo me permitindo mergulhar de cabeça para chegar a esse objetivo que quero conquistar.

Essa é a minha maneira. Descubra a sua!

Fácil? Nem sempre. Mas tudo é uma questão de hábito. Comece dizendo várias vezes para si: Eu me permito (tal coisa). Repita até que, realmente, sinta isso de verdade.

Por hoje é só! Agora, deixa o seu comentário aí embaixo :). Se gostou, aproveita para compartilhar com os amigos!

Beijos mil e até o próximo!

Suzane Jales,
sua coach

Suzane Jales

About the Author

Suzane Jales

Suzane Jales é Coach (Life & Executive - especialista em Coaching em Grupo), Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL) e com formação em Hipnose Eriksoniana, Eneacoaching (Eneagrama aplicado ao coaching), Terapias Naturais (Medicina Tradicional Chinesa), Emotional Freedom Techniques (EFT) e Reiki. Jornalista e Escritora, tem mais de 10 livros publicados (é especialista em Biografias).

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